Dia Internacional da Mulher!

O mês de março traz uma data muito especial para as mulheres: Dia Internacional da Mulher, então o Atras da Moita se adiantou para ajudar você a conhecer um pouco sobre esta data, leia o texto abaixo e perceba a importância da luta diária da mulher para com a sociedade! Isso é importante e muito especial!!!
História
No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, mas você sabe o por que desta data?
O Dia Internacioanal da Mulher surgiu na virada do século XX, na época da Revolução Industrial, no qual as pessoas lutavam por melhores condições de trabalho, e as mulheres também aderiram aos protestos. Elas eram empregadas nas fábricas de vestuário e indústrias têxtil.
No dia 8 de março de 1857, na cidade de Nova Iorque, elas estavam protestando pelos abusos que ali sofriam, tais como salários baixos e más condiçoes de trabalho, gostariam de obter os mesmos direitos que os homens tinham.
Mas a luta feminista teve um final triste pois a manifestação, foi reprimida e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, atearam fogo e cerca de 130 mulheres forma carbonizadas, num ato monstruoso, desumano e cruel!
Mas somente em 1910, em uma conferência na Dinamarca foi estabeleciado o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as trabalhadoras que morrearam em prol de uma luta, que se tornou constante após esta data.
E a luta continuou e continua até os dia atuais, as mulheres lutam diariamente por direitos iguais, sabemos que há desvalorização da mulher no mercado de trabalho, alguns salários ainda estão abaixo do esperado, mesmo que a carreira de ambos estejam iguais. Ainda se ouve muito falar em assédio no trabalho, e o homem acha que é normal, isso não pode acontecer nos dias de hoje, é inadimiscível!
Mas em 1932 aqui no Brasil, uma luz brilhou no fim do túnel e foi o marco na vida das mulheres, começaria ali os direitos iguais para as mulheres brasileiras… a conquista do voto feminino.
Nos dias atuais podemos observar como a mulher conquistou seu espaço, todo dia é uma vitória, a mulher trabalha, é mãe, é pai, é política, é missionária, é mulher e guereira. Elas mereceram ter este lugar ao sol, e cada dia que se passa ela mostra seu valor.
O Dia Internacional da Mulher não é apenas um dia “8 de março”, mas sim todos os dias! Ela é merecedora, lutadora não se abate diante das dificuldades, mas luta com garra força e coragem.
Veja como as mulheres conquistaram sua independência ao longo da história:
-1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, -emprego e educação para as mulheres.
-1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
-1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
-1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
-1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
-1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
-1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
-1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina. -1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças
-1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina
-1901- O deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

Foto: bol.com
Poesia dedicada a todas as mulheres em especial a minha mamãe
Mulher da vida, minha irmã
Cora Coralina
Mulher da Vida, minha Irmã.
De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades e
carrega a carga pesada dos mais
torpes sinônimos,
apelidos e apodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à-toa.
Mulher da Vida, minha irmã.
Pisadas, espezinhadas, ameaçadas.
Desprotegidas e exploradas.
Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito.
Necessárias fisiologicamente.
Indestrutíveis.
Sobreviventes.
Possuídas e infamadas sempre por
aqueles que um dia as lançaram na vida.
Marcadas. Contaminadas,
Escorchadas. Discriminadas.
Nenhum direito lhes assiste.
Nenhum estatuto ou norma as protege.
Sobrevivem como erva cativa dos caminhos,
pisadas, maltratadas e renascidas.
Flor sombria, sementeira espinhal
gerada nos viveiros da miséria, da
pobreza e do abandono,
enraizada em todos os quadrantes da Terra.
Um dia, numa cidade longínqua, essa
mulher corria perseguida pelos homens que
a tinham maculado. Aflita, ouvindo o
tropel dos perseguidores e o sibilo das pedras,
ela encontrou-se com a Justiça.
A Justiça estendeu sua destra poderosa e
lançou o repto milenar:
“Aquele que estiver sem pecado
atire a primeira pedra”.
As pedras caíram
e os cobradores deram s costas.
O Justo falou então a palavra de eqüidade:
“Ninguém te condenou, mulher…
nem eu te condeno”.
A Justiça pesou a falta pelo peso
do sacrifício e este excedeu àquela.
Vilipendiada, esmagada.
Possuída e enxovalhada,
ela é a muralha que há milênios detém
as urgências brutais do homem para que
na sociedade possam coexistir a inocência,
a castidade e a virtude.
Na fragilidade de sua carne maculada
esbarra a exigência impiedosa do macho.
Sem cobertura de leis
e sem proteção legal,
ela atravessa a vida ultrajada
e imprescindível, pisoteada, explorada,
nem a sociedade a dispensa
nem lhe reconhece direitos
nem lhe dá proteção.
E quem já alcançou o ideal dessa mulher,
que um homem a tome pela mão,
a levante, e diga: minha companheira.
Mulher da Vida, minha irmã.
No fim dos tempos.
No dia da Grande Justiça
do Grande Juiz.
Serás remida e lavada
de toda condenação.
E o juiz da Grande Justiça
a vestirá de branco em
novo batismo de purificação.
Limpará as máculas de sua vida
humilhada e sacrificada
para que a Família Humana
possa subsistir sempre,
estrutura sólida e indestrurível
da sociedade,
de todos os povos,
de todos os tempos.
Mulher da Vida, minha irmã.
Declarou-lhe Jesus:
“Em verdade vos digo
que publicanos e meretrizes
vos precedem no Reino de Deus”.
Evangelho de São Mateus 21, ver.31.
Poesia dedicada, por Coralina, ao Ano Internacional da Mulher em 1975.
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